HMB - Substituto ou coadjuvante da Creatina?

Todos as substâncias utilizadas como ergogênicos nutricionais têm seu período de evidência. Assim como a Creatina, o HMB vem adquirindo cada vez mais atenção especial dos pesquisadores.

HMB (Beta-hidroxi beta-metil butirato) é um metabólico produzido pela quebra do aminoácido essencial leucina.

Sua utilização é indicada para reduzir a perda de proteínas durante o estresse causado pelo exercício através da inibição do catabolismo protéico e ainda acelerar o processo de recuperação muscular.

Dependendo da quantidade de HMB disponível nos alimentos tido como principais fontes da substância o organismo humano é capaz de sintetizar de 0,3g a 1,0g por dia, sendo que, dessa quantidade, cerca de 5% provém do catabolismo do aminoácido leucina da dieta. Devido à sua possibilidade de retenção de nitrogênio o HMB vem sendo usado como recurso para hipertrofia de tecido muscular, acentuar ganhos de força e reduzir catabolismo protéico, que pode ocorrer logo após o exercício, beneficiando portanto os indivíduos que praticam treinamento contra-resistência, principalmente de alta intensidade. Há evidências de que além das propriedades acima descritas o HMB induz à uma maior oxidação de lipídio.

Mesmo presente em alguns alimentos é muito difícil conseguir uma base regular da substância via dieta, visto que a quantidade recomendada para se ter os efeitos desejados é muito elevada, justificando portanto a sua suplementação.

Estudos vêm sendo realizados sobre o HMB envolvendo animais e seres humanos e as evidências da eficácia da utilização da substância vêm sendo demonstradas. Em um deles, 28 indivíduos, divididos em 2 grupos receberam suplemento (0g e 3,0g de HMB/dia) e foram submetidos a sessões de treinamento contra-resistência de 2 a 3 horas/dia, 6x/semana, com duração de 7 semanas. Os resultados demonstraram que houve aumento significativo de força a partir da 4ª semana no grupo que utilizou a substância, e ainda, aumento de massa corporal magra de (1,21Kg) e diminuição do catabolismo muscular a partir da 2ª semana mensurado através da análise das concentrações de marcadores no sangue e urina.

Nos estudos não foram encontradas evidências de que a utilização da substância tenha efeito colateral. Sendo assim, recomenda-se que sejam utilizados para suplementação até 3,0g dia, podendo-se dividir essa dosagem de acordo com as sessões de treinamento.



Referências Bibliográficas:

Spruce, N, Titchenal, A., An Evaluation of Popular Fitness-Enhancing Supplements, Evergreen Comminications, 2002, 173-175..

Mc Ardle, W.D., Katch, F. I., Sports and Exercise Nutrition, Lippinkott Williamns & Wilkins, 1999.



Nutricionista Ricardo Sodré



Sócio-diretor da Nutconsult
Pós-graduado em Nutrição e Atividade Física/UERJ
Especialista em Nutrição Ortomolecular
Nutricionista UERJ / SEAP